terça-feira, 11 de novembro de 2008

Nada tenho de "valor"

Nada pra pedir,
nada pra agradecer,
nada vivendo,
nada tenho,
nada escolho.
Mas de nada vivo,
de nada, tudo pode
estar aqui,
mas tudo não tem "valor".
É como se as
estrelas escorregasem
e sumissem dentro
da lagoa, ou seja
afogassem-se dentro
de nada.
Como é o sufoco
do grito que vem
do alto da
montanha.
Aquela vida que
cruza os céus,
e se perde no
"nada".
Aquela luz que
se dissipa no ar,
até se apagar
no "nada".
E tudo que era meu,
hoje não é
"nada".
(07/10/2008) 53º

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